Gases no corte laser de fibra 2D para metal: N₂, O₂ e ar comprimido

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Gases no corte laser de fibra 2D para metal: N₂, O₂ e ar comprimido

Por que o gás é decisivo no corte laser?

Numa cortadora laser de fibra, o feixe de luz funde ou vaporiza o metal. O gás de assistência faz o resto: expulsa o material fundido do corte, protege a lente e o bocal de respingos e — conforme o gás escolhido — pode reagir quimicamente com o metal para melhorar ou modificar a qualidade da borda.

Escolher mal o gás resulta em bordas oxidadas no aço inoxidável, rebarbas excessivas, acabamentos rugosos ou custo operacional desnecessariamente alto. A combinação correta de gás + pressão + velocidade é tão importante quanto a potência do laser.

Azoto (N₂) — Corte inerte sem oxidação

O azoto é um gás inerte: não reage com o metal. Atua como escudo que impede o oxigénio do ar de entrar em contacto com a borda quente durante o corte. O resultado é uma borda brilhante, prateada e livre de óxido, pronta para soldar, pintar ou apresentar ao cliente sem pós-processamento.

  • Pressão típica: 8–20 bar
  • Consumo: alto — requer depósito criogénico ou gerador de N₂
  • Velocidade de corte: mais alta em espessuras finas (<4 mm)
  • Custo do gás: o mais elevado dos três

Materiais recomendados com N₂: aço inoxidável (todas as espessuras), alumínio, cobre, latão, titânio.

Oxigénio (O₂) — Corte reativo para aço ao carbono

O oxigénio reage exotermicamente com o ferro: a combustão do metal libera calor adicional que ajuda a cortar. Permite cortar aço ao carbono mais espesso e a maior velocidade com menos potência laser. A desvantagem é que a borda fica com uma camada de óxido de ferro — tom castanho ou azulado — que pode requerer granalhagem ou decapagem se o acabamento for crítico.

  • Pressão típica: 0,5–3 bar
  • Consumo: baixo
  • Velocidade de corte: superior em espessuras grossas
  • Custo do gás: moderado

Materiais recomendados com O₂: aço ao carbono, chapas de construção. Não usar em inoxidável nem alumínio.

Ar comprimido — A opção económica

O ar comprimido é a mistura natural: 78 % N₂ + 21 % O₂ + traços. Atua como gás inerte impuro — protege um pouco a borda, mas o oxigénio residual gera uma leve oxidação. A qualidade fica entre o N₂ e o O₂ — suficiente para muitas aplicações — e o custo operacional é drasticamente inferior.

  • Pressão típica: 6–12 bar
  • Consumo: apenas eletricidade do compressor
  • Custo do gás: mínimo

Materiais recomendados com ar: alumínio <3 mm, aço inoxidável <2 mm (acabamento não crítico), aço ao carbono fino, materiais não metálicos.

Tabela comparativa: gás por material e espessura

Material Espessura Gás recomendado Acabamento
Aço inoxidável Todas N₂ Brilhante, sem óxido ✅
Alumínio Todas N₂ Limpo, sem rebarbas ✅
Aço ao carbono 4–25 mm O₂ Borda oxidada, pós-proc. ⚠️
Aço inox / Al fino <2–3 mm Ar comprimido Aceitável, económico
Cobre / Latão Todas N₂ Limpo, sem descoloração ✅

O que acrescenta um compressor de ar?

Um compressor de ar isento de óleo com secador frigorífico e filtros de alta eficiência transforma a economia da oficina:

  • Poupança drástica em gás: o N₂ pode representar 30–50 % do custo operacional em oficinas com alta produção de inoxidável.
  • Versatilidade imediata: troca entre N₂, O₂ e ar em segundos.
  • Retorno rápido: tipicamente 12–24 meses em produção média-alta.
  • Sem dependência de fornecimento: sem gestão de recargas de garrafas.

Especificações mínimas recomendadas: compressor oil-free, 10–16 bar, caudal 1,5–3 m³/min, secador frigorífico (ponto de orvalho < +3°C), filtro coalescente 0,01 µm.

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