Laser, laser com arame, arco ou híbrida: como escolher o seu processo de soldadura
Laser, laser com arame, arco ou híbrida: como escolher o seu processo de soldadura
Introdução
No nosso guia geral da gama SENFENG revemos que máquinas existem. Neste artigo vamos um passo mais além: como decidir que processo de soldadura precisa antes sequer de olhar para um modelo concreto. Escolher mal o processo é o erro mais caro que se pode cometer ao comprar uma soldadora: um equipamento de soldadura a laser puro não serve se as suas peças nunca encaixam com precisão, e uma robotizada de arco fica aquém se precisar de velocidade e zero deformação em chapa fina.
A SENFENG distingue quatro processos na sua gama: soldadura a laser, soldadura a laser com arame de adição, soldadura por arco e soldadura híbrida laser-arco. Cada um resolve um problema diferente. Vamos vê-los um a um, com critérios claros de quando usar cada qual.
Os 4 processos, de relance
| Processo | Fonte de calor | Espessura típica | Tolerância a folga | Deformação | Velocidade |
|---|---|---|---|---|---|
| Laser puro | Laser | Fina-média (até ~5 mm) | Muito baixa (≤0,5 mm) | Mínima | Muito alta |
| Laser + arame | Laser + arame | Fina-média (até ~7 mm) | Média (até ~1,6 mm) | Baixa | Alta |
| Arco (MIG/MAG/TIG) | Arco elétrico | Sem limite prático | Alta | Alta | Baixa-média |
| Híbrida laser-arco | Laser + arco MIG | Média-espessa (6–20 mm) | Alta (transposição de folga) | Baixa para a sua espessura | Alta |
1. Soldadura a laser pura (autógena)
O laser atua como única fonte de calor, sem material de adição. É o processo mais rápido e o que menos calor transmite à peça, pelo que a deformação é praticamente inexistente e o cordão sai limpo, quase sem rebarbas nem necessidade de acabamento posterior.
Use quando:
- As peças encaixam com precisão: a folga da junta é mínima, na prática ≤0,5 mm e ≤15% da espessura da chapa (soldadura autógena real).
- Trabalha com chapa fina ou média, até cerca de 3–5 mm em equipamentos portáteis e um pouco mais em robotizados de maior potência.
- A estética do cordão importa: peças visíveis, mobiliário metálico, carroçaria, eletrodomésticos.
- Precisa de velocidade de produção alta e não pode deformar a peça (chapa já calibrada, componentes de precisão).
- As peças vêm de um corte a laser prévio: o corte deixa um ajuste perfeito, ideal para soldar sem adição.
Não use se: as peças não encaixam bem entre si, precisa de preencher espaços, ou a espessura ultrapassa o que o seu equipamento consegue penetrar numa única passagem.
Modelos SENFENG recomendados: série manual SF-S (portátil, ar), SF-HW e SF-HWM (água) para uso manual; série robotizada SF-RW para produção em linha.
![]() |
![]() |
2. Soldadura a laser com arame de adição
É o mesmo princípio da anterior, mas junta-se um alimentador de arame (motor passo a passo ou servo, com acionamento duplo) que deposita material no banho de fusão. O resultado é um cordão mais volumoso, com maior resistência e capacidade de preencher espaços que o laser sozinho não conseguiria fechar.
Use quando:
- A junta tem folga: a partir de ~0,5 mm de separação, o laser sozinho já não penetra nem preenche bem, tornando-se necessário o arame de adição (até 1,0–1,6 mm de folga, consoante a espessura).
- Solda alumínio: quase sempre precisa de adição para evitar fissuras a frio e melhorar a ductilidade da união.
- Procura um cordão com mais resistência mecânica ou um acabamento de filete mais "cheio" e visível (ângulos interiores/exteriores).
- A montagem é feita à mão e o ajuste entre peças não é tão perfeito como o de uma máquina de corte automatizada.
Modelos SENFENG recomendados: SF-HW e SF-HWM (pistolas manuais com alimentador de arame integrado), SF-LMW para arame em robotizado de alta produção.
![]() |
3. Soldadura por arco (MIG/MAG, TIG, arco submerso)
O arco elétrico funde localmente o metal, com ou sem gás de proteção consoante o processo. É a tecnologia mais flexível em termos de espessura e tolerância de ajuste, mas também a que mais calor aporta: maior deformação, mais rebarbas e, normalmente, necessidade de lixar ou retocar o cordão depois.
Use quando:
- A espessura é alta e não tem um limite claro: estrutura pesada, perfis espessos, peças de grande volume.
- O ajuste entre peças é imperfeito ou variável: o arco tolera muito melhor folgas grandes e irregulares do que o laser.
- Trabalha no terreno ou em obra, onde não é viável instalar um equipamento laser (soldadura de estruturas, tubagens, montagens in situ).
- O investimento por ponto de soldadura deve ser baixo e o volume de peças não justifica automatizar com laser.
Modelos SENFENG recomendados: SF-RMW (robotizada, standard ou com câmara de proteção), SF-RMW Teaching-free (sem programação, para oficinas sem programador de robôs), SF-CMW (colaborativa, para peças grandes ou de obra onde o robô se desloca até à peça).
![]() |
4. Soldadura híbrida laser-arco
Combina as duas fontes de calor ao mesmo tempo: o laser abre um canal profundo e estreito no metal (efeito keyhole) enquanto o arco MIG, logo atrás, funde o arame de adição e preenche a junta. O resultado soma o melhor dos dois mundos: a penetração profunda e a velocidade do laser, com a capacidade do arco de tolerar folgas e depositar mais material.
Use quando:
- A espessura é média-espessa: com laser de 12 kW, penetração completa em chapa de 6 a 14 mm; com 20 kW, de 6 a 20 mm, a uma velocidade de 0,5–1,8 m/min.
- Precisa de soldar numa só passagem o que com arco puro exigiria várias passagens — com a consequente poupança de tempo e menos deformação acumulada.
- Há alguma folga na junta (o arco compensa-a) mas também precisa da velocidade e precisão do laser para não perder produtividade em peças espessas.
- Fabrica peças grandes de chapa média-espessa onde o arco sozinho seria demasiado lento e deformaria em excesso: construção naval, torres eólicas, transporte ferroviário, maquinaria pesada.
Modelo SENFENG recomendado: SF-LMW, sobre carril de chão, com robô de alta precisão e sistema de seguimento de cordão (zero gap tracking) para garantir a qualidade mesmo em peças de grande comprimento.
![]() |
Árvore de decisão prática
Siga esta ordem de perguntas para chegar rapidamente ao processo adequado:
- 1. Que espessura tem a peça mais espessa que vai soldar? Menos de 5-7 mm → continue na pergunta 2. Mais de 6 mm → salte para arco ou híbrida (perguntas 4-5).
- 2. As peças encaixam com precisão (folga ≤0,5 mm)? Sim → soldadura a laser pura. Não → soldadura a laser com arame de adição.
- 3. É alumínio? Se sim, quase sempre vai precisar de arame de adição, mesmo com bom ajuste.
- 4. Precisa de máxima velocidade e mínima deformação em espessura média-espessa (6-20 mm)? Sim e o orçamento permite → híbrida laser-arco. Não, ou a espessura é muito variável/grande → arco puro.
- 5. Vai soldar no terreno, em obra ou peças de grande volume sem cabine fixa? Sim → arco (fixo, portátil ou colaborativo tipo SF-CMW).
- 6. Tem pessoal qualificado para programar um robô? Não → considere as versões teaching-free ou colaborativas antes da robotizada standard, seja qual for o processo.
Tabela resumo por situação
| Situação | Processo recomendado | Série SENFENG |
|---|---|---|
| Chapa fina cortada a laser, ajuste perfeito | Laser puro | SF-S / SF-RW |
| Alumínio ou montagem manual com folga | Laser + arame | SF-HW / SF-HWM |
| Estrutura pesada, obra, grande folga | Arco | SF-RMW / SF-CMW |
| Oficina sem programador de robôs | Arco (teaching-free) | SF-RMW Teaching-free |
| Chapa média-espessa (6–20 mm), alta cadência | Híbrida laser-arco | SF-LMW |
Erros comuns ao escolher o processo
- Comprar laser puro sem controlar o processo de corte prévio. Se a chapa não chegar com um ajuste preciso, o laser autógeno dará cordões com falta de penetração.
- Escolher arco por hábito em peças finas. Em chapa fina o arco deforma muito mais do que o necessário; o laser costuma sair mais rentável a médio prazo pela poupança em retoques e endireitamento.
- Robotizar sem ter claro quem vai programar a célula. Se não houver programador de robôs na equipa, as versões teaching-free ou colaborativas evitam um estrangulamento na produção.
- Descartar a híbrida por preço sem calcular a poupança em passagens. Em chapa espessa, uma só passagem híbrida pode substituir várias passagens de arco, compensando o investimento inicial em volume alto.
Não tem a certeza de que processo se adapta à sua produção?
Na DM NOVA TECH analisamos a sua peça, espessura e volume de produção para recomendar o processo e o modelo SENFENG adequados. Contacte-nos em info@dmnovatech.com ou pelo +34 932 711 191 — Badajoz 32, 08005 Barcelona.





